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Rio 2016, 10 anos depois: o legado da SONAFE na Fisioterapia Esportiva brasileira

  • há 22 horas
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Atualizado: há 12 minutos

Dez anos se passaram, mas para muitos fisioterapeutas brasileiros as lembranças dos Jogos Olímpicos Rio 2016 continuam vivas. Durante todo o mês de agosto de 2016, a fisioterapia esportiva brasileira ocupou um espaço que ajudou a mostrar ao mundo a qualidade dos profissionais do país.

Para a Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física - SONAFE Brasil, aquela história havia começado muito antes da abertura dos Jogos.

A participação na Rio 2016 foi resultado de anos de preparação, mobilização e capacitação profissional. Dez anos depois, recordar esse capítulo é reconhecer uma conquista que ultrapassou aqueles dias de competição: a Fisioterapia Esportiva brasileira conquistava visibilidade em um dos maiores palcos do esporte mundial.

Antes das arenas, veio a preparação

A Rio 2016 começou para a Fisioterapia muito antes de 2016.

Em parceria com o Sistema COFFITO/CREFITOs, a SONAFE desenvolveu o Projeto de Capacitação e Padronização de Fisioterapeutas para Atuação nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro, durante a gestão do ex-presidente, Alexandre Nowotny. 

A proposta era preparar profissionais brasileiros para uma operação que deveria seguir padrões internacionais. Cerca de 16 especialistas participaram do desenvolvimento de uma metodologia envolvendo atendimento emergencial, terapia manual, bandagens e eletrotermofototerapia. Para ampliar o alcance do projeto, 52 fisioterapeutas foram preparados como multiplicadores, levando o conteúdo às diferentes regiões do Brasil.

Entre 2014 e 2015, cerca de 2 mil fisioterapeutas foram capacitados para adequação aos padrões exigidos para os Jogos. O interesse da categoria demonstrava a dimensão daquele momento: mais de 5 mil profissionais se inscreveram para disputar os 540 postos de voluntariado existentes no conjunto dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

Não era apenas uma oportunidade profissional. Era a possibilidade de um fisioterapeuta brasileiro entrar em uma Vila Olímpica, atender atletas de diferentes nacionalidades, compartilhar conhecimento com profissionais de outros países e fazer parte de um acontecimento que dificilmente voltaria a se repetir da mesma forma.

Uma equipe da SONAFE ajudou a construir esse projeto

À frente da gestão da Fisioterapia dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 estava Felipe Tadiello, que também participou diretamente da organização das capacitações.

O projeto foi idealizado em conjunto com Leonardo Medeiros, Luciana Mendonça, Christiane Macedo, Marco Antônio Alves e Márcio Antonelo, sócios SONAFE, e que também participaram da produção científica posteriormente publicada sobre a preparação da fisioterapia esportiva para os Jogos.

A presença da Sociedade aparece também nos registros científicos posteriores à competição. Uma publicação sobre a preparação da Fisioterapia brasileira para a Rio 2016 apontou que 127 membros da SONAFE foram designados para atuar nos Jogos Olímpicos, número que correspondia, à época, a aproximadamente 29% dos sócios.

O documentário produzido pela SONAFE em comemoração aos seus 20 anos retoma a Rio 2016 justamente como um dos capítulos marcantes dessa trajetória institucional, reunindo profissionais que participaram da construção da história da Sociedade e da Fisioterapia Esportiva brasileira.


Da preparação para o campo: como funcionava a Fisioterapia na Rio 2016

Na Vila Olímpica, a Policlínica possuía mais de 3.500 m², dos quais aproximadamente 700 m² eram destinados à Fisioterapia. Além desse espaço central, havia atendimento fisioterapêutico nas arenas esportivas. O trabalho podia ser dividido em três grandes frentes.

A primeira acontecia no campo de competição, em 100% das arenas, com equipes multiprofissionais que contavam, no mínimo, com médico e fisioterapeuta, além de outros profissionais de saúde.

A segunda estava nos postos de atendimento imediato, onde podiam ser realizados recursos como bandagens, eletrotermofototerapia e terapia manual.

A terceira acontecia na Policlínica da Vila Olímpica, que chegava a registrar uma média de aproximadamente 70 atendimentos fisioterapêuticos por dia.

O atendimento dos voluntários era direcionado principalmente aos atletas de delegações estrangeiras, em especial aqueles países que não possuíam equipe própria de fisioterapeutas. Conforme a disponibilidade, atletas brasileiros e oficiais dos Jogos também utilizavam a estrutura.

Era um ambiente de assistência, mas também de intercâmbio. Fisioterapeutas de diferentes países circulavam pelo mesmo espaço e profissionais de delegações estrangeiras utilizavam as instalações para atender seus atletas.

Para muitos fisioterapeutas, a realização de um sonho

Existem números que ajudam a dimensionar a Rio 2016: milhares de inscritos, centenas de postos, dezenas de atendimentos diários, fisioterapeutas distribuídos pelas arenas e uma estrutura exclusiva dentro da Policlínica.

Mas há uma parte dessa história que os números não explicam. Para muitos daqueles profissionais, estar nos Jogos significava chegar a um lugar que antes parecia distante.

Felipe Tadiello resumiu esse sentimento ao afirmar que “a maioria estava lá para realizar um sonho”. O fisioterapeuta voluntário, Leonardo Luiz Barretti Secchi, também descreveu a experiência como a concretização de um sonho, destacando não apenas a participação olímpica, mas a convivência com colegas brasileiros e internacionais.

E a sensação coletiva de que a Fisioterapia brasileira estava vivendo um daqueles momentos que permanecem na memória profissional.

A Rio 2016 não construiu sozinha a história da SONAFE. Mas se tornou um dos capítulos que ajudam a compreender a trajetória da Sociedade e a expansão da Fisioterapia Esportiva brasileira.Uma década depois, essa memória também encontra eco no compromisso institucional da SONAFE de preservar o legado construído e conectá-lo aos próximos avanços da Fisioterapia Esportiva brasileira.

A fisioterapia esportiva volta para o Rio em 2027 com o Congresso SONAFE

A chama olímpica da Rio 2016 ainda existe por aqui! Em 2027, o Rio de Janeiro irá receber o XIII Congresso Brasileiro e XI Congresso Internacional de Fisioterapia Esportiva da SONAFE - RIO 27. Mais uma vez, a cidade maravilhosa irá reunir milhares de fisioterapeutas em busca de conhecimento e excelência no atendimento.

As inscrições para o Congresso Internacional SONAFE 2027 estão abertas. Saiba mais aqui

Perguntas frequentes sobre a SONAFE e a Fisioterapia na Rio 2016

Qual foi o papel da SONAFE nos Jogos Olímpicos Rio 2016?

A SONAFE participou da preparação da Fisioterapia brasileira para os Jogos por meio de uma parceria com o Sistema COFFITO/CREFITOs. A iniciativa envolveu capacitação e padronização de fisioterapeutas para atuação nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos e contou com profissionais da Sociedade na organização e no trabalho realizado durante a Rio 2016.

Quantos fisioterapeutas foram capacitados para a Rio 2016?

Segundo o COFFITO, aproximadamente 2 mil fisioterapeutas passaram pela capacitação voltada à adequação aos padrões dos Jogos. Mais de 5 mil profissionais se inscreveram para os 540 postos disponíveis no conjunto dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

Como era organizado o atendimento de Fisioterapia na Rio 2016?

O atendimento estava presente nas arenas, em postos de atendimento imediato e na Policlínica da Vila Olímpica. A área destinada à Fisioterapia na Policlínica tinha aproximadamente 700 m² e registrava média próxima de 70 atendimentos diários durante o período.

Por que a Rio 2016 foi importante para a Fisioterapia Esportiva brasileira?

Os Jogos proporcionaram exposição internacional, intercâmbio profissional, uma ampla mobilização para capacitação e a oportunidade de demonstrar a qualidade técnica da Fisioterapia brasileira em um evento esportivo de escala mundial. O reconhecimento recebido pelo serviço durante os Jogos tornou aquele período um marco importante para profissionais e instituições envolvidas.

 
 
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